Entrevista
Mães, esposas, profissionais, mulheres.
"A presença da mãe não deve contar em horas, mas em qualidade"
A tarefa de ser mãe, na atualidade, tornou-se uma entre as várias atividades inseridas em seu mundo. Mãe, esposa, profissional, atualizada, entre outras qualidades que o mundo hoje exige da mulher pós-moderna.
O Portal IEVCA entrevistou as psicólogas, Sheila Skitnevsky e Tania Novinsky, mães e fundadoras do Instituto Mãe Pessoa sobre questões relevantes para as mulheres-mães e suas múltiplas atribuições.
Portal IEVCA - Como a mulher pode ser mãe, esposa, profissional ao mesmo tempo e fazer tudo com excelência?
Mãe Pessoa - Primeiro de tudo, temos que tomar muito cuidado com esta idéia de que “excelência” quer dizer “perfeição”. Desde que o famoso psicanalista Winnicott nos presenteou com a máxima “mãe suficientemente boa”, não há mais razão para pensarmos que ser mãe boa é dar tudo, ser 100% presente o tempo todo, não frustrar, saber e fazer tudo pelos filhos, etc. Muito pelo contrário, ser “mãe suficientemente boa” é saber que há um limite do que podemos oferecer – desde que possamos oferecer uma quantidade e qualidade de relação, de carinho, de cuidado para com nossos filhos, é fundamental também podermos falhar, podermos ter outros interesses além da maternidade, termos outros relacionamentos além dos filhos. A mulher pós-moderna vem sendo pressionada a adicionar funções, sem acomodar os seus papéis anteriores. Antigamente o papel da mulher era ser esposa, ser mãe, e cuidar da casa e da família; hoje, existe uma pressão para que continuemos exercendo todos estes papéis, adicionados à alguma atividade profissional (sem falar na pressão brasileira de estar linda, de cabelos pintados e unhas feitas…). Esta nova condição não é necessariamente boa nem ruim, pois vai depender de como a encararmos: encarar a “possibilidade” de trabalhar como uma liberdade adquirida, compreendendo que liberdade requer escolhas, e escolhas requerem perdas, nos indica que temos sim que ajustar as funções e os papéis da mulher pós-moderna. Mas isso não necessariamente quer dizer piorar, ou perder a excelência; a questão é aprender “como” fazer, fazendo concessões, utilizando a comunidade que nos cerca, delegando, aprendendo o que e a quem delegar. No trabalho, já está mais que provado que mulheres que são mães desenvolvem uma capacidade a mais, de ser “multi-task”, ou seja, de exercer várias funções ao mesmo tempo. Saber aproveitar os talentos e as possibilidades que todas estas funções da mulher pós-moderna nos proporciona é a melhor maneira de “fazer (um pouco de) tudo, com excelência”!
Portal IEVCA - Estas funções podem ser vividas por quaisquer mulheres? Ou existem limitações? Quais são?
Mãe Pessoa - Algumas limitações existem sempre, a depender das condições e situações de cada mulher. Nem todas querem, ou podem gerir filhos, por exemplo. Nem todas têm como ou com quem deixar os filhos, para ir trabalhar. E nem todas tem a opção de escolher se querem ou não trabalhar! Mas limitações todos têm. O importante é conhecer quais as limitações que são verdadeiras, e quais são apenas amarras imaginárias – armadilhas que criamos para nos atrapalhar… No Instituto Mãe Pessoa, criamos o conceito de “vida-bilidade”, que é a possibilidade de explorar os recursos máximos possíveis dentro da realidade de cada um – a viabilidade da vida de cada um! Ou seja, dadas as limitações de cada pessoa e de cada contexto familiar, quais são as oportunidades que podem ser exploradas? Como se pode aproveitar ao máximo a viabilidade da realidade de cada um? Quais as possibilidades e as escolhas que ainda podem ser exploradas em cada caso? Limitações trazem oportunidades novas, mas é importante estarmos abertos para enxergá-las!
Portal IEVCA - Existem mulheres que estudam e trabalham o dia inteiro e deixam seus filhos com babás, ou com a família (principalmente a avó). Eles podem crescer com hábitos e valores diferentes dos seus?
Mãe Pessoa - Certamente. Por isso é fundamental escolher pessoas em quem a mãe (ou família) confie, além de possuírem estilos e valores que combinem com esta família. Quando a relação da mãe com os outros cuidadores é de respeito e confiança; quando há uma comunicação aberta e tolerante entre todas as partes; quando cada qual consegue perceber os limites de seu relacionamento com a criança, delegando o que precisa ser delegado, e permitindo que a criança estabeleça vínculos afetivos com todos, todos saem ganhando! E principalmente as crianças, que desde cedo conseguem reconhecer como são diferentes as relações com os vários adultos, podendo até discriminar quê hábitos, valores e estilos pertencem a cada um. Mas não podemos nos fingir de avestruz, enfiando a cabeça na terra para não olhar: se as relações não estiverem funcionando, se o relacionamento dos cuidadores com a criança, ou com os pais daquela não forem saudáveis ou possíveis, há que se tentar melhorá-los na medida do possível; e se não for possível, há que se pensar em outras alternativas – pois sempre existem outras alternativas, desde que tenhamos a coragem de procurá-las.
Portal IEVCA - Como fazer para isso não acontecer. Como ser mãe com o mínimo de presença? Será que seria necessário jogar tudo para o alto e cuidar de seus filhos?
Mãe Pessoa - Como colocamos antes, é fundamental saber delegar e saber a quem, além de manter um relacionamento saudável, aberto e comunicativo com os cuidadores substitutos. A presença da mãe não se deve contar em horas, mas em qualidade: não basta estar presente, se não se consegue deixar de atender constantemente ao telefone, ou a visitas, ou não se consegue desligar de problemas externos. Claro que tudo isso também faz parte da vida, e a criança precisa aprender a lidar com o fato de que a mãe não existe apenas para serví-la – o que na verdade seria extremamente danoso! Mas então o que se pode fazer é reservar tempo de qualidade para as relações com os filhos, e preservar ao máximo estes momentos especiais. Não tem regra: para alguns, meia hora por dia, para outros muito mais. Também não deve ser uma pressão, pois situações mudam, passamos por fases diferentes, que requerem acomodações diferentes. Como nós psicólogos adoramos dizer, cada caso é mesmo um caso. Para aquelas pessoas que ficam angustiadas demais, talvez seja o caso de pedir ajuda, a amigos e familiares ou ajuda profissional. Aliás, esta é outra característica da pós-modernidade: não basta fazer tudo “perfeito”, acha-se que se têm que fazer tudo “sozinho”. Puro mito! Pedir ajuda é fundamental, num mundo em que às vezes se esquece de que somos seres sociais por natureza, e precisamos da comunidade para sobreviver!
Portal IEVCA - E se já for tarde demais? Agora eles estão adolescentes e estão rebeldes? De repente, você se deu conta de que não cuidou bem deles, o que fazer?
Mãe Pessoa - “Antes tarde do que nunca”, já dizia o ditado… De fato, às vezes leva-se tempo para se perceber, se dar conta. A própria capacidade de “realizar”, de perceber, requer um certo distanciamento, pois é muito difícil enxergar o furacão, quando se está no meio dele. Portanto, nunca é tarde demais! Conversar com os filhos, tentar compartilhar com eles, rebeldes ou não (há adolescentes que não se rebelam?), a sua percepção e análise que agora se faz possível, assumindo as responsabilidades que te parecerem suas, pode ser uma grande lição de vida para os filhos. Mais do que fórmulas certas ou acertos, nossos filhos precisam de verdadeiros modelos de pessoa, modelos reais, que erram e assumem os erros; que sabem perdoar aos outros e a si mesmos; que encaram seus próprios limites como desafios e oportunidades, e não como obstáculos instransponíveis ou sinais de fracasso. A maior realização é perceber que educamos muito mais a partir do que somos, do que a partir do que fazemos.
Portal IEVCA - Que conselhos vocês podem dar as mulheres que ainda não tiveram filhos, mas que querem ter? O que elas podem fazer antecipadamente para garantir ser uma ótima mãe?
Mãe Pessoa - Hoje em dia filho é uma opção. O importante é fazer essa opção bem pensada. Antigamente as mulheres engravidavam sem nenhum planejamento, hoje temos muitos recursos para que a gravidez possa vir quando estamos mais preparadas; ou melhor, menos despreparadas. O importante é a mãe estar preparada para as mudanças físicas, emocionais e até profissionais que a chegada de um filho pode acarretar. Quanto mais você estiver preparada para abrir mão das suas coisas para doar tempo e energia para seu filho, mais confortável você vai estar no seu papel de mãe. A dificuldade vem muitas vezes da mãe não saber como negociar essas duas frentes ( a maternidade e a vida pessoal/profissional) que às vezes podem ser contraditórias. A sociedade criou várias expectativas complicadas para a mulher pós-moderna. Precisa ser uma mãe dedicada, presente, bem informada e uma profissional competente e bem remunerada. É importante entender essa encruzilhada para poder definir quais são as suas prioridades enquanto mãe e enquanto profissional.
Portal IEVCA - E as mães que acabaram de ter um filho inesperado? O que elas podem fazer?
Mãe Pessoa - Por mais que a gente planeja e se prepara, filho tem sempre um pouco do inesperado. A mãe que não planejou a gravidez vai ter um pouco mais de trabalho. O importante nessa hora é poder fazer alguns planejamentos para quando o bebê nascer. A gravidez foi inesperada, mas o nascimento pode ser bem esperado. A mãe vai ter nove meses para se preparar para a chegada do seu filho. As escolhas que ela fizer nesses nove meses de gravidez vão definir um pouco a qualidade de vida que ela vai poder oferecer para seu filho. Escolhas que vão desde a preparação dela enquanto mãe, seu desejo, o espaço na sua vida que ela tem para receber uma criança, até as questões mais práticas como se ela vai casar, se vai tirar licença-maternidade, se ela tem uma comunidade que vai apoiá-la em suas escolhas. A mãe que não planejou não necessariamente vai ser uma mãe menos preparada, às vezes a gente se surpreende com a nossa própria capacidade de lidar com o inesperado. Mas é importante que ela use esses 9 meses para preparar a vida para a chegada de um filho.
Portal IEVCA - O que fazer quando o marido quer atenção?
Mãe Pessoa - A partir dos filhos a dinâmica do casal muda e às vezes o marido resiste mais a essas mudanças. Se ele estava acostumado a ter a mulher só para ele, agora tem que dividir com os filhos também. No começo da maternidade a mãe em geral fica muito ligada no bebê, com pouca disponibilidade para as outras relações. O marido pode se sentir um pouco de fora dessa relação de tanta intimidade e sentir que perdeu a mulher e ainda não conquistou o filho. Mas a tendência é que as coisas se acomodem e o pai eventualmente consegue participar mais da relação com o bebe enquanto a mãe vai conquistando mais espaço para ela. De qualquer forma, esse é um dilema da mulher de hoje; por isso, o relacionamento do casal precisa ser cuidado. Se você optou por ter uma relação na sua vida, precisa dispor um tempo para esta relação também, caso contrário, as relações vão adoecendo. Por isso é importante ouvir os dois lados, da mulher que está muito investida na relação com seu bebe e do marido que quer uma relação com sua mulher. Os dois vão ter que fazer ajustes e serem criativos para que no meio de todas as demandas de um bebe e da vida pós-moderna acharem tempo para ter uma relação adulta de marido e mulher e não só de pai e mãe.
Portal IEVCA - Simulação: Você está no trabalho e liga sua babá dizendo que seu filho está com 40° de febre, é preciso levá-lo ao médico. Mas na semana passada ele teve infecção intestinal e você saiu do trabalho e o levou também. É seu primeiro mês no emprego novo. E agora, o que fazer nessa hora?
Mãe Pessoa - Essa é uma situação muito delicada porque envolve a saúde do seu filho e o seu emprego. Por mais que você confie na sua babá, em geral não faz parte da função dela levar o seu filho ao médico, porque é uma situação de muita responsabilidade (apesar de que depende do tipo de contrato feito com ela).O ideal seria mesmo você levar seu filho ao medico porque se algo sério acontecer com seu filho, é provável que você não consiga se perdoar nunca mais. Mas, se isto não for possível, sempre se pode pensar em outras opções, como: alternar com o pai da criança, de forma que cada vez um falte no trabalho; pedir ajuda outros membros da família que sejam próximos e confiáveis, como avós ou uma tia, que possa levar ou acompanhar a babá. Uma dica: tente pensar nisso antes da situação acontecer, fazendo planos, conversando com pessoas, para que não precise tomar estas decisões importantes num momento de emoção e desespero! Vale a conversa com membros da família, com amigos, e até com o seu chefe, que pode ficar de sobreaviso sobre as especificidades da sua situação. Aliás, tomar providências com calma e racionalidade, demonstrando capacidade de antecipação e planejamento, são qualidades que sem dúvida merecem ser valorizadas no ambiente de trabalho!
:: Por Polianna Gomes
PORTAL IEVCA: http://www.ievca.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=402:maes-esposas-profissionais-mulheres&catid=97:mar&Itemid=118
CONCILIANDO CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL COM A MATERNIDADE DA MULHER CONTEMPORÂNEA. CUIDANDO DA DIMENSÃO PESSOA EXISTENTE EM CADA MÃE
quarta-feira, 11 de março de 2009
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Desafios & Delícias de filhos e netos
Semana passada a MãePessoa foi convidada para dar um workshop para um público diferente: Os Avôs Pós-Modernos! Tivemos alguns desafios porque tanto eu como a Sheila ainda não somos avós; mas somos mães, netas e filhas da pós-modernidade. No fim foi tudo muito divertido e a gente achou uma delicia poder conversar com os avôs e bisavôs sobre esse tema que eles tem tanta experiencia!
Os estudiosos observaram que as crianças que tiveram os avós por perto cresceram mais felizes e os avôs brasileiros são muito mais presentes na vida dos netos do que em outros países.
Repasso aqui alguns pontos que foram abordados no workshop:
O que os avós podem oferecer para seus netos:
- amor sem o peso da responsabilidade de educar (responsa essa que é dos pais)
- manter a história e o legado da família – contando histórias familiares, que os pequenos adoram escutar
- identificação com os netos, e vice-versa: avós, por já não estarem na posição principal de educadores, conseguem se identificar e se relacionar com os sentimentos dos netos – portanto, contar-lhes histórias sobre sua própria infância, seu relacionamento com os próprios avós e pais, sobre seu tempo, permite à criança uma perspectiva transgeracional, histórica, além de contribuir para o desenvolvimento de sua própria identidade.
- para avôs, talvez a 1a oportunidade de curtir mais de perto o crescimento e desenvolvimento das crianças – por razões sócio-históricas, muitos avôs de hoje não participaram tanto como pais ontem
- manter o relacionamento dos membros da família – ponto em comum
- encontrar maneiras de reviver e reinventar antigas tradições familiares (festas , aniversários, ou costumes próprios da família)
- transmitir e providenciar proteção e segurança para os netos – especialmente em tempos de crises familiares.
- Contribuir para aumentar a auto-estima dos netos, ao se interessarem pessoalmente por eles, seus desafios, suas conquistas.
Conclusão: aproveite muito essa relação, invista, seja criativo e não deixe que os pequenos desafios sejam um obstáculo para essa relação tão importante.
Os estudiosos observaram que as crianças que tiveram os avós por perto cresceram mais felizes e os avôs brasileiros são muito mais presentes na vida dos netos do que em outros países.
Repasso aqui alguns pontos que foram abordados no workshop:
O que os avós podem oferecer para seus netos:
- amor sem o peso da responsabilidade de educar (responsa essa que é dos pais)
- manter a história e o legado da família – contando histórias familiares, que os pequenos adoram escutar
- identificação com os netos, e vice-versa: avós, por já não estarem na posição principal de educadores, conseguem se identificar e se relacionar com os sentimentos dos netos – portanto, contar-lhes histórias sobre sua própria infância, seu relacionamento com os próprios avós e pais, sobre seu tempo, permite à criança uma perspectiva transgeracional, histórica, além de contribuir para o desenvolvimento de sua própria identidade.
- para avôs, talvez a 1a oportunidade de curtir mais de perto o crescimento e desenvolvimento das crianças – por razões sócio-históricas, muitos avôs de hoje não participaram tanto como pais ontem
- manter o relacionamento dos membros da família – ponto em comum
- encontrar maneiras de reviver e reinventar antigas tradições familiares (festas , aniversários, ou costumes próprios da família)
- transmitir e providenciar proteção e segurança para os netos – especialmente em tempos de crises familiares.
- Contribuir para aumentar a auto-estima dos netos, ao se interessarem pessoalmente por eles, seus desafios, suas conquistas.
Conclusão: aproveite muito essa relação, invista, seja criativo e não deixe que os pequenos desafios sejam um obstáculo para essa relação tão importante.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
MãePessoa no Guia da Mamãe 2009
Esse mês a MãePessoa saiu numa revista muito simpatica chamada Guia da Mamãe da Editora Casa Dois, falando de como dar um basta para si mesma para poder dar tempo de ser feliz e a hora de voltar: fim da licença começo da culpa?
Aproveitem, comentem, perguntem e sejam felizes!
Tania & Sheila
P.S. Clicando na imagem fica mais facil de ler.
Aproveitem, comentem, perguntem e sejam felizes!
Tania & Sheila
P.S. Clicando na imagem fica mais facil de ler.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Votos para 2009
Nós, do Instituto Mãe Pessoa, desejamos a todos os nossos amigos, parceiros e simpatizantes, um novo ano de 2009 repleto de luz e alegrias, sorte e sucesso, temperados com muita saúde, sabedoria e paz!
Que neste próximo ano possamos trabalhar juntos, cruzando projetos e caminhos, para um ano repleto de realizações.
Em 2008, tivemos o prazer de encontrar muitos parceiros e “alunos”, que conosco participaram de percursos e workshops, encontros e reflexões – do consultório a livrarias paulistas, de Assis a Israel…
Nossos planos para o ano de 2009 incluem várias novidades interessantes, desde novos cursos e percursos, treinamentos e atendimentos, a novidades cibernéticas, como nosso blog, que vai inaugurar um novo estilo de interação!
BOAS FESTAS!!!
Sheila Skitnevsky Finger & Tania Novinsky Haberkorn
www.maepessoa.com.br
contato@maepessoa.com.br
http://maepessoa.blogspot.com
Que neste próximo ano possamos trabalhar juntos, cruzando projetos e caminhos, para um ano repleto de realizações.
Em 2008, tivemos o prazer de encontrar muitos parceiros e “alunos”, que conosco participaram de percursos e workshops, encontros e reflexões – do consultório a livrarias paulistas, de Assis a Israel…
Nossos planos para o ano de 2009 incluem várias novidades interessantes, desde novos cursos e percursos, treinamentos e atendimentos, a novidades cibernéticas, como nosso blog, que vai inaugurar um novo estilo de interação!
BOAS FESTAS!!!
Sheila Skitnevsky Finger & Tania Novinsky Haberkorn
www.maepessoa.com.br
contato@maepessoa.com.br
http://maepessoa.blogspot.com
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Comentário da jornalista Priscila Sérvulo em seu “Blog Nós Duas”, sobre o Mãe Pessoa
Escrito por Priscila Sérvulo - 20/06/2008 - 12:24
“Mãe Pessoa”
A primeira vez que vi esse nome achei um pouco estranho. Lembrei daquela outra expressão “amigo pessoal”. Agora, acho a idéia perfeita. É um conceito e tanto.
É o nome do Instituto e do trabalho desenvolvido pelas psicólogas Tânia Novinski Haberkorn e Sheila Skitnevsky-Finger, que já citei aqui no blog.
Fiquei curiosa e fui à primeira aula do curso “Desafios da Maternidade na Pós-Modernidade”. Serão apenas três aulas, o que já me parece pouco. Nesse tema, o que não falta é assunto, é polêmica, é dúvida, é vontade de acertar, de compreender e de ser compreendida.
E é muito bom discutir com outras mães e com profissionais - as psicólogas, também mães - essa novidade.
Com 1 ano e 11 meses na função, acredito que a maternidade seja uma das vivências mais complexas, apaixonantes e conflitantes da nossa trajetória.
Já conversamos aqui sobre as nossas descobertas gostosas, a nossa realização. Mas, nos comentários, um de nossos desafios já foi citado mais do que uma vez: conseguir equilibrar maternidade (tempo com os filhos, cuidados e pensamentos), com trabalho, lazer, marido, amizades, academia, salão de beleza... Enfim, viver essa Mãe Pessoa!
Antes de ter filho, acharia esse papo uma chatice. Mas antes de ter filho, eu sabia pouco – ou quase nada - sobre como é essa relação (e engatinho nas descobertas…). Afinal, quando nascem os filhos, é que nasce uma mãe, não é mesmo?
Nessa trajetória, sinto que ainda não consegui o equilíbrio entre todas as demandas. E imagino que o ideal, para nós e para nossos filhos, seja realmente a conciliação harmônica. É viver essa tal de Mãe Pessoa, em que também são consideradas as nossas próprias necessidades e desejos.Vocês também têm essa impressão? Será mesmo difícil conquistar esse equilíbrio? Alguém aí considera que já conseguiu?
“Mãe Pessoa”
A primeira vez que vi esse nome achei um pouco estranho. Lembrei daquela outra expressão “amigo pessoal”. Agora, acho a idéia perfeita. É um conceito e tanto.
É o nome do Instituto e do trabalho desenvolvido pelas psicólogas Tânia Novinski Haberkorn e Sheila Skitnevsky-Finger, que já citei aqui no blog.
Fiquei curiosa e fui à primeira aula do curso “Desafios da Maternidade na Pós-Modernidade”. Serão apenas três aulas, o que já me parece pouco. Nesse tema, o que não falta é assunto, é polêmica, é dúvida, é vontade de acertar, de compreender e de ser compreendida.
E é muito bom discutir com outras mães e com profissionais - as psicólogas, também mães - essa novidade.
Com 1 ano e 11 meses na função, acredito que a maternidade seja uma das vivências mais complexas, apaixonantes e conflitantes da nossa trajetória.
Já conversamos aqui sobre as nossas descobertas gostosas, a nossa realização. Mas, nos comentários, um de nossos desafios já foi citado mais do que uma vez: conseguir equilibrar maternidade (tempo com os filhos, cuidados e pensamentos), com trabalho, lazer, marido, amizades, academia, salão de beleza... Enfim, viver essa Mãe Pessoa!
Antes de ter filho, acharia esse papo uma chatice. Mas antes de ter filho, eu sabia pouco – ou quase nada - sobre como é essa relação (e engatinho nas descobertas…). Afinal, quando nascem os filhos, é que nasce uma mãe, não é mesmo?
Nessa trajetória, sinto que ainda não consegui o equilíbrio entre todas as demandas. E imagino que o ideal, para nós e para nossos filhos, seja realmente a conciliação harmônica. É viver essa tal de Mãe Pessoa, em que também são consideradas as nossas próprias necessidades e desejos.Vocês também têm essa impressão? Será mesmo difícil conquistar esse equilíbrio? Alguém aí considera que já conseguiu?
Matéria com Mãe Pessoa sobre volta ao trabalho, no site Vila Mulher
Ansiedade, talvez seja esse o principal sentimento das mães depois que licença maternidade acaba. Após seis meses convivendo com essa nova criaturinha, fica difícil imaginar ficar longe dela, não é mesmo?
“Muitas choram nos primeiros dias da volta ao trabalho. São vários medos: que o bebê sinta falta delas, que ele estranhe as mudanças, acidentes, doenças, isso independente de onde o bebê ficar”, ressalta a psicóloga Sheila Skitnevsky Finger, sócia fundadora do Instituto Mãe Pessoa, que tem o papel de auxiliar as mães em busca do equilíbrio nas funções dentro e fora de casa.
É nessa hora que surge aquela dúvida cruel. Com quem o meu filho deve ficar? Babá, avós ou creche? Para a psicóloga é importante lembrar que não existe uma instituição perfeita. Uma série de fatores influencia. “A filosofia da escola deve combinar com que os pais querem passar aos filhos, nas questões culturais, religiosas e morais”, explica.
Espaço físico e estrutura também devem ser levados em conta, afinal, crianças de várias idades apresentam necessidades diferentes. “Por exemplo, na primeira infância é mais importante o aconchego dos professores, assim com um espaço físico amplo. Na segunda infância e adolescência, as prioridades passam a ser a proposta psico-pedagógica e acadêmica”.
Outras questões também pesam na decisão, como a distância da casa (isso envolve preço e tempo de transporte). E durante a vida escolar é preciso considerar que o aprendizado é gradativo. Sendo assim é comum a mudança de escola para o bem estar dos filhos. Sheila lembra que o que funciona bem hoje pode não ser ideal amanhã.
Contratar uma babá também é uma decisão que deixa muitas dúvidas. “Toda mãe sonha com a babá perfeita, mas é preciso saber administrar essa relação”.
Para a psicóloga a relação entre as babás precisa ser modelada, através de educação, ensinando-as como responder, lidar e tratar. Com o cuidado de não culpar a babá a toda a hora e tirar a responsabilidade de mãe. “Outro fato comum é a relação expectativas realistas X expectativas irreais. Deve-se levar em conta o nível de conhecimento e preparação que elas têm. Não adianta querer o que não existe - as pessoas precisam ser comunicadas sobre os seus anseios”, aconselha.
Por Juliana Lopes
http://vilafilhos.vilamulher.com.br/materia/bebes/59-licenca-maternidade-volta-ao-trabalho.html
Depoimento: namorado da mãe e participação do pai
Bom dia...
Tenho passado alguns momentos angustiantes.
Tenho 28 anos, sou separada e tenho uma filha de 5 anos.
Comecei um namoro a 3 anos atras e recentemente terminamos porque ele alegou não ter estruturas emocionais para namorar com uma mulher com filho....
por mais que me amasse, tentamos retomar o relacionamento mas não deu certo.
fiquei bem desiludida!! gostaria de saber se voces tem materias ou reportagens que tratem desse assunto.
Outra, o pai da minha filha é uma figura muito presente e sempre me esforcei para que esse laço se tornasse cada dia mais forte, acho muito importante a figura do pai, porem, minha filha tem mostrado uma imensa vontade de morar com ele, não quer voltar para casa no domingo a noite quando passa o final de semana lá e me pede para morar com ele.
Ja conversei com o pai dela e ele tambem acha que o melhor lugar para ela morar é na minha casa, mas não sei lidar com a situação...
o que eu faço??
Gostaria que minha identidade permanecesse desconhecida caso você resolva publicar esse email....
Muito Obrigada! L.C.
Parece que esse relacionamento não tem muito futuro. Se ele alega que não tem estrutura para namorar alguém com filho é melhor ouvi-lo. Claro que a gente pode indicá-lo para uma terapia para tentar resolver esse problema, mas sinto que vocês já tentaram retomar o relacionamento e não deu certo. Vocês ficaram um bom tempo juntos, sua filha era bem pequena e ele poderia até ter um papel muito importante na vida dela, se ele desejasse. Mas pelo jeito ele não se sente preparado nem disposto a fazer esse esforço. Sinto por você, que investiu 3 anos nesse relacionamento e esta bem desiludida e com razão. Fico imaginando se era só isso mesmo que pegava nesse relacionamento ou se tinha algo mais do lado dele que não foi dito e sua filha ficou como o problema que ele conseguiu expressar.
A outra questão que você levanta é o desejo de sua filha morar com o pai. Interessante que em geral o pedido de morar com o pai acontece no domingo, depois de um final de semana. Talvez ela fique com essa imagem que com o pai é mais divertido, porque do jeito que a situação é colocada, ele fica com a diversão e você com a semana... com escola, horários, regras e tal...provavelmente muito menos divertido.
Que tal se ela passasse alguns dias da semana com ele? Outra possibilidade é que ela sente a falta dele durante a semana e gostaria de passar mais tempo com ele. Até por curiosidade de conhecê-lo melhor já que vocês se separaram ela era tão pequena.
Sugiro que vocês pensem outras formas de dividir o tempo. Um fim de semana prolongado, uma noite por semana que ela pode ir dormir no pai para ela ir conhecendo ele de outras formas também. Boa sorte e escreva contando como você resolveu a situação.
Abraços,
Tania Novinsky
Tenho passado alguns momentos angustiantes.
Tenho 28 anos, sou separada e tenho uma filha de 5 anos.
Comecei um namoro a 3 anos atras e recentemente terminamos porque ele alegou não ter estruturas emocionais para namorar com uma mulher com filho....
por mais que me amasse, tentamos retomar o relacionamento mas não deu certo.
fiquei bem desiludida!! gostaria de saber se voces tem materias ou reportagens que tratem desse assunto.
Outra, o pai da minha filha é uma figura muito presente e sempre me esforcei para que esse laço se tornasse cada dia mais forte, acho muito importante a figura do pai, porem, minha filha tem mostrado uma imensa vontade de morar com ele, não quer voltar para casa no domingo a noite quando passa o final de semana lá e me pede para morar com ele.
Ja conversei com o pai dela e ele tambem acha que o melhor lugar para ela morar é na minha casa, mas não sei lidar com a situação...
o que eu faço??
Gostaria que minha identidade permanecesse desconhecida caso você resolva publicar esse email....
Muito Obrigada! L.C.
Parece que esse relacionamento não tem muito futuro. Se ele alega que não tem estrutura para namorar alguém com filho é melhor ouvi-lo. Claro que a gente pode indicá-lo para uma terapia para tentar resolver esse problema, mas sinto que vocês já tentaram retomar o relacionamento e não deu certo. Vocês ficaram um bom tempo juntos, sua filha era bem pequena e ele poderia até ter um papel muito importante na vida dela, se ele desejasse. Mas pelo jeito ele não se sente preparado nem disposto a fazer esse esforço. Sinto por você, que investiu 3 anos nesse relacionamento e esta bem desiludida e com razão. Fico imaginando se era só isso mesmo que pegava nesse relacionamento ou se tinha algo mais do lado dele que não foi dito e sua filha ficou como o problema que ele conseguiu expressar.
A outra questão que você levanta é o desejo de sua filha morar com o pai. Interessante que em geral o pedido de morar com o pai acontece no domingo, depois de um final de semana. Talvez ela fique com essa imagem que com o pai é mais divertido, porque do jeito que a situação é colocada, ele fica com a diversão e você com a semana... com escola, horários, regras e tal...provavelmente muito menos divertido.
Que tal se ela passasse alguns dias da semana com ele? Outra possibilidade é que ela sente a falta dele durante a semana e gostaria de passar mais tempo com ele. Até por curiosidade de conhecê-lo melhor já que vocês se separaram ela era tão pequena.
Sugiro que vocês pensem outras formas de dividir o tempo. Um fim de semana prolongado, uma noite por semana que ela pode ir dormir no pai para ela ir conhecendo ele de outras formas também. Boa sorte e escreva contando como você resolveu a situação.
Abraços,
Tania Novinsky
Depoimentos de mães da pós-modernidade
Li uma matéria no Terra, que foi indicada pelo meu marido, e vi o nome de vcs, então entrei no site...
Sobre mãe que trabalha muito, sobre qualidade no tempo junto...
Sou filha de uma mãe que dedicou seu tempo 100% para a família, minha mãe jamais trabalhou fora...foi nossa o tempo todo.
Eu não tenho tempo pra nada e as vezes percebo meu marido muito mais mãe do que eu.
Mas o que me faz escrever é que eu tive uma gravidez totalmente planejada e curti muito os 9 meses... esperei por isso, quis isso..foi tudo muito gostoso...
Quando minha filha nasceu, sinto como se estivesse ficado a beira da depressão pos parto, foi um sentimento muito esquisito para alguém que desejou e curtiu tanto a gestação.
Fato é que ninguém me disse que se podia sentir isso, ou que olhar o bebê e não sentir que aquilo era a melhor coisa do mundo, não era nada demais...as pessoas iam me visitar ev falavam que ter filho era a coisa mais perfeita que podia acontecer e isso não é verdade... um dia vira, mas no momento do nascimento, pra mim, não foi...na maternidade foi tudo lindo...mas em casa, a primeira noite acordada, cheia de pontos e parecendo a popancuda da caixa.......uma gordona....não foi nada glamouroso nem bonito..... pois eu olhava para minha filha e não sentia todo aquele amor que as pessoas me falavam e isso me deixava angustiada, afinal eu me fazer a pergunta: Como não?! Cheguei a pensar como seria sem ela, se minha mãe cuidasse, ou se ela ficasse um tempo com a minha sogra.....nossa como fui estúpida pensando nisso, mas......pensei...
Isso associado ao fato de ter seios inflamados e muita dificuldade em amamentar (coisa que eu precisava fazer com competência, pois mamei até os 7 anos)...
Me sentia mal e só chorava e não tratava minha filhota como a rainha que prometi os 9 meses...
O tempo passou e fui aprendendo a gostar daquela pessoinha tão dependente que me emociona... hoje ela tem 2 anos..Maria, e é muito espetacular e muito maravilhosa e eu a muito tempo sou completamente apaixonada por ela...ela é linda, vaidosa, educada, boazinha e muito falante...é meu orgulho e eu a amo...
Mas foi um amor que eu aprendi, e não foi um amor do nascimento...e isso ainda me incomoda ( ofato do amor ter vindo com o tempo e de não ser imediato)...
Sou apaixonada pela minha pituca, como se fosse sempre assim........queria dividir isso com vocês..
Bj, M.B.
Gostaríamos de agradecer muito pelo seu depoimento, e mais ainda, pela sua coragem em compartilhar as dores, e não apenas os amores, do processo de ser mãe.
Antes de tudo, é isso mesmo: mãe a gente não nasce sendo, nem sabendo ser. É uma arte, um talento, que temos que desenvolver! E fica muito difícil desenvolver talento qualquer quando acabamos de passar por uma situação intensa – e dolorosa – como o parto, nao é mesmo?!
Também por isso, em um de nossos workshops trabalhamos a história do nascimento da “mãe”, aonde fazemos questão de lembrar que filho teve data e hora de nascimento, mas pai e mãe não! Algumas mulheres “viram” mãe antes de seus filhos nascerem, outras só algum tempo depois… O mais interessante é que só sabemos que viramos mãe, quando isso realmente já ficou para trás – como no teu caso, que descreve teu apaixonamento e encantamento pela Maria. Isso hoje é um fato, mas não é tão simples de perceber exatamente quando foi que isso aconteceu, não é verdade? Veja só: fazemos esse exercício nos workshops exatamente porque percebemos que existe uma diferença de timing entre ter filho e virar mãe; porém, pouco se fala a respeito dessa realização, silêncio esse que causa não apenas espanto ou vergonha, como você colocou, mas também sentimentos de culpa, auto-depreciação e até depressão para muitas mulheres!
Nós do Instituto MãePessoa acreditamos que as mulheres de hoje precisam conhecer o contexto e os desafios próprios da mãe pós-moderna, para diminuir o altíssimo nível de culpa que as mulheres de hoje sentem, além de aprenderem estratégias para lidar com as dificuldades e desenvolver os talentos e a criatividade que a maternidade nos proporciona!
O Instituto MãePessoa tem o objetivo de trazer reflexão e compreensão sobre este e outros assuntos que fazem parte do cotidiano pessoal e emocional de mães e pais!
Tanto ao vivo em workshops, cursos, coaching individual ou em pequenos grupos e em trabalhos de psicoterapia, quanto através do nosso site, do nosso blog, e de trocas por telefone ou e-mail, nossa proposta é auxiliar mães em diversos setores da sociedade para que encontrem informações pertinentes aos desafios e às delícias de ter filhos nos dias de hoje. A pós-modernidade possui características especiais, principalmente para mulheres, que estão tendo que reinventar o papel de mãe e o papel de mulher!
Nosso trabalho respeita as condições específicas de cada mulher, sua personalidade, seu estilo de ser, suas vocações, suas necessidades, seu querer e suas possibilidades. Acreditamos que sempre é possível conquistar o espaço para que a pessoa da mãe se desenvolva em paralelo com a maternidade.
Nossas modalidades de trabalho:
§ Psicoterapia: individual, de casal e de família, para quem precisa de um atendimento personalizado de ponta a ponta. No consultório ou por telefone/email.
§ Coaching: individual ou em pequenos grupos, sobre questões relacionadas aos desafios de concatenar as funções maternas e/ou paternas com as demandas relacionadas às atividades profissionais; Questões de relacionamentos familiares e/ou profissionais; Orientação para pais relacionada à educação dos filhos, ou a sentimentos de negativos, como culpa exacerbada, preocupações excessivas, sintomas de ansiedade ou depressão.
§ Workshops e cursos temáticos vivencias:
Ø In Company – para empresas
Ø In House – para clínicas, clubes, escolas e outros estabelecimentos particulares
Ø In Clinic – grupos pequenos no nosso consultório
Caso haja interesse em algum de nossos serviços, por favor entre em contato conosco pelo email contato@maepessoa.com.br ou pelo tel. 11-3804 3167. Teremos muito prazer em ajudar você! Gostaríamos ainda de pedir a sua autorização para usar parte do seu depoimento em nosso blog, para que a sua experiência possa ajudar mais mulheres na mesma situação (os depoimentos podem ser confidenciais).
Atenciosamente,
Sheila Skitnevsky Finger
Sobre mãe que trabalha muito, sobre qualidade no tempo junto...
Sou filha de uma mãe que dedicou seu tempo 100% para a família, minha mãe jamais trabalhou fora...foi nossa o tempo todo.
Eu não tenho tempo pra nada e as vezes percebo meu marido muito mais mãe do que eu.
Mas o que me faz escrever é que eu tive uma gravidez totalmente planejada e curti muito os 9 meses... esperei por isso, quis isso..foi tudo muito gostoso...
Quando minha filha nasceu, sinto como se estivesse ficado a beira da depressão pos parto, foi um sentimento muito esquisito para alguém que desejou e curtiu tanto a gestação.
Fato é que ninguém me disse que se podia sentir isso, ou que olhar o bebê e não sentir que aquilo era a melhor coisa do mundo, não era nada demais...as pessoas iam me visitar ev falavam que ter filho era a coisa mais perfeita que podia acontecer e isso não é verdade... um dia vira, mas no momento do nascimento, pra mim, não foi...na maternidade foi tudo lindo...mas em casa, a primeira noite acordada, cheia de pontos e parecendo a popancuda da caixa.......uma gordona....não foi nada glamouroso nem bonito..... pois eu olhava para minha filha e não sentia todo aquele amor que as pessoas me falavam e isso me deixava angustiada, afinal eu me fazer a pergunta: Como não?! Cheguei a pensar como seria sem ela, se minha mãe cuidasse, ou se ela ficasse um tempo com a minha sogra.....nossa como fui estúpida pensando nisso, mas......pensei...
Isso associado ao fato de ter seios inflamados e muita dificuldade em amamentar (coisa que eu precisava fazer com competência, pois mamei até os 7 anos)...
Me sentia mal e só chorava e não tratava minha filhota como a rainha que prometi os 9 meses...
O tempo passou e fui aprendendo a gostar daquela pessoinha tão dependente que me emociona... hoje ela tem 2 anos..Maria, e é muito espetacular e muito maravilhosa e eu a muito tempo sou completamente apaixonada por ela...ela é linda, vaidosa, educada, boazinha e muito falante...é meu orgulho e eu a amo...
Mas foi um amor que eu aprendi, e não foi um amor do nascimento...e isso ainda me incomoda ( ofato do amor ter vindo com o tempo e de não ser imediato)...
Sou apaixonada pela minha pituca, como se fosse sempre assim........queria dividir isso com vocês..
Bj, M.B.
Gostaríamos de agradecer muito pelo seu depoimento, e mais ainda, pela sua coragem em compartilhar as dores, e não apenas os amores, do processo de ser mãe.
Antes de tudo, é isso mesmo: mãe a gente não nasce sendo, nem sabendo ser. É uma arte, um talento, que temos que desenvolver! E fica muito difícil desenvolver talento qualquer quando acabamos de passar por uma situação intensa – e dolorosa – como o parto, nao é mesmo?!
Também por isso, em um de nossos workshops trabalhamos a história do nascimento da “mãe”, aonde fazemos questão de lembrar que filho teve data e hora de nascimento, mas pai e mãe não! Algumas mulheres “viram” mãe antes de seus filhos nascerem, outras só algum tempo depois… O mais interessante é que só sabemos que viramos mãe, quando isso realmente já ficou para trás – como no teu caso, que descreve teu apaixonamento e encantamento pela Maria. Isso hoje é um fato, mas não é tão simples de perceber exatamente quando foi que isso aconteceu, não é verdade? Veja só: fazemos esse exercício nos workshops exatamente porque percebemos que existe uma diferença de timing entre ter filho e virar mãe; porém, pouco se fala a respeito dessa realização, silêncio esse que causa não apenas espanto ou vergonha, como você colocou, mas também sentimentos de culpa, auto-depreciação e até depressão para muitas mulheres!
Nós do Instituto MãePessoa acreditamos que as mulheres de hoje precisam conhecer o contexto e os desafios próprios da mãe pós-moderna, para diminuir o altíssimo nível de culpa que as mulheres de hoje sentem, além de aprenderem estratégias para lidar com as dificuldades e desenvolver os talentos e a criatividade que a maternidade nos proporciona!
O Instituto MãePessoa tem o objetivo de trazer reflexão e compreensão sobre este e outros assuntos que fazem parte do cotidiano pessoal e emocional de mães e pais!
Tanto ao vivo em workshops, cursos, coaching individual ou em pequenos grupos e em trabalhos de psicoterapia, quanto através do nosso site, do nosso blog, e de trocas por telefone ou e-mail, nossa proposta é auxiliar mães em diversos setores da sociedade para que encontrem informações pertinentes aos desafios e às delícias de ter filhos nos dias de hoje. A pós-modernidade possui características especiais, principalmente para mulheres, que estão tendo que reinventar o papel de mãe e o papel de mulher!
Nosso trabalho respeita as condições específicas de cada mulher, sua personalidade, seu estilo de ser, suas vocações, suas necessidades, seu querer e suas possibilidades. Acreditamos que sempre é possível conquistar o espaço para que a pessoa da mãe se desenvolva em paralelo com a maternidade.
Nossas modalidades de trabalho:
§ Psicoterapia: individual, de casal e de família, para quem precisa de um atendimento personalizado de ponta a ponta. No consultório ou por telefone/email.
§ Coaching: individual ou em pequenos grupos, sobre questões relacionadas aos desafios de concatenar as funções maternas e/ou paternas com as demandas relacionadas às atividades profissionais; Questões de relacionamentos familiares e/ou profissionais; Orientação para pais relacionada à educação dos filhos, ou a sentimentos de negativos, como culpa exacerbada, preocupações excessivas, sintomas de ansiedade ou depressão.
§ Workshops e cursos temáticos vivencias:
Ø In Company – para empresas
Ø In House – para clínicas, clubes, escolas e outros estabelecimentos particulares
Ø In Clinic – grupos pequenos no nosso consultório
Caso haja interesse em algum de nossos serviços, por favor entre em contato conosco pelo email contato@maepessoa.com.br ou pelo tel. 11-3804 3167. Teremos muito prazer em ajudar você! Gostaríamos ainda de pedir a sua autorização para usar parte do seu depoimento em nosso blog, para que a sua experiência possa ajudar mais mulheres na mesma situação (os depoimentos podem ser confidenciais).
Atenciosamente,
Sheila Skitnevsky Finger
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